A Polícia Militar de Alagoas divulgou novos detalhes sobre a morte do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos, encontrado morto dentro de casa na manhã dessa segunda-feira (9), no município de Arapiraca, no Agreste do estado.
Segundo a PM, durante a varredura realizada no interior da residência, foram encontrados vestígios de consumo de bebidas alcoólicas e outros entorpecentes, o que levantou a hipótese de que a vítima não estava sozinha no momento do óbito. A informação foi confirmada pelo militar Edyval Moura, do 3º Batalhão da Polícia Militar.
Equipes do Instituto de Criminalística (IC) estiveram no local e constataram que o professor não apresentava marcas ou sinais de violência. A causa da morte ainda não foi determinada.
Polícia Civil investiga o caso
De acordo com o delegado Douglas Rocha, responsável pelo registro da ocorrência, o caso é tratado inicialmente como morte acidental, justamente pela ausência de indícios de violência. O delegado que ficará à frente da investigação deverá ser definido ainda nesta semana.
Trajetória acadêmica
Carlos Alberto Fraga era professor adjunto da Ufal, atuando no Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas e no Programa Multicêntrico em Bioquímica e Biologia Molecular. Natural de Minas Gerais, ele era bacharel em Biologia pela Universidade de Montes Claros (MG) e possuía mestrado e doutorado em Ciências da Saúde, incluindo um período de intercâmbio no Max-Delbrück Center for Molecular Medicine, na Alemanha.
O docente ingressou na Ufal em 2017, no Centro de Ciências Médicas de Arapiraca, onde também exerceu a função de vice-coordenador do curso de Medicina. Como pesquisador, foi coautor de um artigo publicado na revista científica Immunity, uma das mais conceituadas do mundo na área de imunologia, em agosto de 2025.
Nota de pesar
Em nota oficial, a Ufal lamentou a morte do professor, destacando sua “relevante trajetória acadêmica” e suas contribuições ao ensino, à extensão, à pesquisa e à gestão universitária. A instituição decretou luto oficial de três dias, sem suspensão das atividades acadêmicas e administrativas.






