Henrique Vorcaro, pai de do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro é preso pela Polícia Federal, em Belo Horizonte, na sexta fase da operação Compliance Zero. Ao todo há sete mandados de prisão preventiva que estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira. Todos os que faziam parte da chamada “A Turma” estão sendo presos.
Essa fase da operação tem objetivo de aprofundar as investigações em face de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas e de invasões a dispositivos informáticos. Além dos mandados de prisão, há 17 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens.
Estão sendo investigados os crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa, de invasão de dispositivos informáticos e de violação de sigilo funcional.
O que é “A Turma”
“A Turma” era o nome dado a uma milícia privada e estrutura de coerção montada sob o comando do ex-banqueiro para vigiar, intimidar e ameaçar críticos, autoridades e jornalistas. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, que foram presos em março, em outra fase da Compliance Zero, eram parte do grupo.
Desde o início das investigações já se dizia que o pai do ex-banqueiro estava envolvido nas fraudes. Henrique Vorcaro era presidente da Multipar, empresa que movimentou mais de R$ 1 bilhão, entre 2020 e 2025, exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo ao Conselho, a movimentação sugere uma tentativa de esconder o patrimônio.
O Grupo Multipar, fundado por Henrique Vorcaro, é um conglomerado com atuação em áreas como engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário. O grupo ganhou espaço principalmente em contratos ligados à infraestrutura e obras de grande porte em Minas Gerais.
Fonte: O GLOBO







