O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que, se eleito, subirá a rampa do Palácio do Planalto ao lado de “anistiados” pelos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. Flávio participou do encontro estadual do PL do Espírito Santo, neste sábado (18/7).
Em seu discurso, o pré-candidato à presidência fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator dos casos envolvendo a invasão aos prédios na Praça dos Três Poderes.
Em 2023, na posse do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o petista quebrou o protocolo e subiu a rampa da sede do Executivo junto ao que chamou de “representantes do povo brasileiro”.
O Congresso Nacional aprovou o projeto de Lei da Dosimetria em 2025: o dispositivo atenuaria as penas para pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos. O ex-presidente Lula vetou a proposta em um ato simbólico em 8 de Janeiro de 2026, mas o Legislativo, depois, derrubou o veto.
No entanto, Moraes suspendeu a aplicação da legislação até o STF decida sobre a constitucionalidade da lei, que foi judicializada após passar pelo Congresso.
“Não vou abaixar minha cabeça”
Flávio também criticou a decisão de Moraes de proibir visitas dele ao pai que está em prisão domiciliar. A decisão de Moraes veio após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta do ex-presidente reiterando o apoio ao filho.
Após a divulgação da “carta aos brasileiros”, Moraes proibiu que Flávio visite o pai por 90 dias, posição que manteve na última decisão, na sexta (17/7). O magistrado proibiu qualquer visita, fora a de médicos, fisioterapeutas e advogados por 30 dias.
“Eu não vou abaixar a cabeça e nem me intimidar, vai me dar mais força porque aqui tem sangue de Bolsonaro nessa porra. Não vou abaixar a cabeça para tirano nenhum”, disse.






