A arma de fogo utilizada no assassinato da empresária alagoana Flávia Barros, de 38 anos, foi apreendida com seis munições deflagradas e outras seis intactas. A informação foi confirmada pela Polícia Militar de Sergipe.
Flávia foi encontrada morta na manhã do domingo (22), dentro de um quarto de hotel em Aracaju. Ela estava acompanhada do companheiro, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, coordenador do Conjunto Penal de Paulo Afonso (BA), unidade vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (SEAP-BA).
O homem foi localizado ferido no local, com indícios de tentativa de suicídio. Ele foi socorrido e permanece internado no Hospital de Urgência de Sergipe, onde está em recuperação.
De acordo com os levantamentos iniciais, Tiago teria atirado contra a empresária e, em seguida, tentado tirar a própria vida. Caso o feminicídio seja confirmado e ele sobreviva, a pena pode chegar a até 40 anos de reclusão, uma vez que o crime é classificado como hediondo no Brasil.
A Polícia Civil de Sergipe investiga o caso. A arma e as munições apreendidas foram encaminhadas para perícia, que deve emitir um laudo nos próximos dias com informações mais detalhadas sobre a dinâmica dos disparos.
O corpo de Flávia Barros foi liberado no fim da tarde de domingo e encaminhado para velório e sepultamento em Canindé de São Francisco (SE). Natural de Piranhas (AL), ela trabalhava na cidade de Paulo Afonso (BA).
Posicionamento da SEAP-BA
Em nota oficial, a Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia lamentou a morte da empresária e repudiou o crime. O órgão, no entanto, não informou se haverá medidas administrativas contra o servidor.
A secretaria destacou ainda que Tiago Sóstenes não responde a processos administrativos disciplinares, possuía histórico funcional regular e exercia funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indícios de instabilidade pessoal ou emocional.
A SEAP-BA informou também que enviou representantes a Aracaju para acompanhar o caso de perto.






