Quase 16 anos após um crime que chocou o município de Cacimbinhas, a Justiça condenou José Afrízio da Silva, de 46 anos, pelo assassinato da adolescente Josefa Cristina, morta brutalmente aos 14 anos de idade enquanto dormia.
O julgamento aconteceu nessa quarta-feira (20) e teve atuação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), representado pelo promotor de Justiça Izelman Inácio, que sustentou a denúncia durante a sessão do Tribunal do Júri.
O caso permaneceu durante anos marcado pela dor da família, pela expectativa da população e pelo sentimento de impunidade que pairava sobre a cidade. Mesmo após quase duas décadas, familiares da vítima continuavam acreditando que a Justiça ainda seria feita.
Segundo o MPAL, o conselho de sentença reconheceu o homicídio qualificado, entendendo que o réu agiu por motivo fútil e utilizando recurso que impossibilitou qualquer defesa da vítima, em concordância com a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Josefa Cristina foi assassinada de forma brutal, atingida por golpes de faca enquanto dormia. O crime causou forte repercussão na época e permaneceu vivo na memória da população de Cacimbinhas.
Após a decisão dos jurados, José Afrízio da Silva foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado.
Para o Ministério Público, a condenação representa uma resposta da Justiça diante de um dos crimes que mais marcaram a história recente do município e reforça a importância da perseverança na busca pela responsabilização criminal, mesmo após tantos anos.
Informações: MPAL







