O aumento no número de afastamentos do trabalho no Brasil acende um alerta para a importância da informação e do acesso aos direitos garantidos por lei aos trabalhadores. Em 2025, o país registrou cerca de 4 milhões de afastamentos por doença — o maior número dos últimos cinco anos, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Deste total, mais de 546 mil casos estão relacionados à saúde mental, estabelecendo um novo recorde pela segunda vez em uma década.
Os números reforçam a crescente demanda por benefícios por incapacidade temporária — antigo auxílio-doença — e evidenciam os impactos das condições de trabalho na saúde dos brasileiros. Diante desse cenário, a advogada Janaína Gomes chama atenção para a necessidade de orientação jurídica adequada, especialmente em casos de acidentes de trabalho.
Segundo a especialista, muitas vítimas ainda desconhecem os direitos e auxílios disponíveis, o que pode comprometer tanto a recuperação quanto a estabilidade financeira durante o período de afastamento. “O trabalhador que sofre um acidente tem direito a garantias como o auxílio-doença acidentário, estabilidade provisória no emprego e, em determinadas situações, indenizações por danos sofridos”, explica.
A advogada destaca que o registro formal do acidente é fundamental para assegurar esses direitos. A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) deve ser emitida o quanto antes, sendo essencial para o reconhecimento do caso junto à Previdência Social. “Sem essa formalização, o trabalhador pode enfrentar dificuldades para acessar benefícios e comprovar o vínculo entre o acidente e a atividade profissional”, alerta.
Além disso, Janaína Gomes ressalta que o crescimento expressivo dos afastamentos, inclusive por questões de saúde mental, reforça a importância de ambientes de trabalho mais seguros e de políticas preventivas. “É fundamental que empresas adotem medidas de proteção e que os trabalhadores estejam atentos aos seus direitos”, pontua.
A especialista também orienta que, em casos de negligência por parte do empregador, a vítima pode buscar reparação na Justiça. “O acesso à informação e ao suporte jurídico adequado é decisivo para garantir que o trabalhador não fique desamparado”, conclui.







