Indígenas da Aldeia Wassú Cocal, localizada no município de Joaquim Gomes, em Alagoas, interditaram a BR-101, na manhã desta quarta-feira (03). O protesto ocorre no trecho da rodovia que atravessa o território da comunidade, na cidade de Joaquim Gomes, e tem como principal motivação a soltura do homem suspeito de atropelar e matar um morador da aldeia e deixar outro indígena ferido.
A rodovia foi bloqueada nos dois sentidos, o que provocou congestionamento na região. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o ato começou por volta das 6h e não há previsão de encerramento até o momento.
Em documento oficial enviado à 2ª Companhia da Polícia Militar de Alagoas, representantes da comunidade indígena afirmam que a mobilização foi motivada pela falta de informações e de atuação das autoridades estaduais após a liberação do suspeito. No texto, o grupo relembra a morte de Charles José do Nascimento e o atropelamento de um indígena identificado como Carlos, que segue internado desde o dia 8 de novembro, após ser atingido pelo suspeito, e teve o estado de saúde mantido sob cuidados médicos.
Ainda segundo o documento, Charles José do Nascimento morreu no local do atropelamento, enquanto Carlos permanece internado desde 8 de novembro, após o acidente que também deixou um segundo morador ferido, cuja identidade não foi detalhada na denúncia.
A Polícia Rodoviária Federal foi acionada e acompanha o protesto no local, atuando na organização do trânsito e na mediação da manifestação, que até o momento não registrou confronto.
Aos motoristas que trafegam pela região, a PRF recomenda dois desvios principais:
pela BR-104, no trecho União dos Palmares / Caruaru;
ou pela rodovia estadual AL-101, via litoral.
As ligações 181, do serviço Disque Denúncia Alagoas, não foram citadas como canal de investigação neste caso, mas a responsabilidade pela apuração cabe à Polícia Civil e às autoridades estaduais alagoanas, conforme relato da comunidade.






