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‘Turma’ de Vorcaro planejou emboscada com ‘droga’ e ofício fake da Interpol contra DJ e ex-jogador da NBA

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Diálogos interceptados pela Polícia Federal (PF) apontam que o ex-controlador do Banco MasterDaniel Vorcaro, planejou uma emboscada com ‘droga’ para se vingar do DJ e ex-jogador da NBA Ronald Fred Seikaly. O plano começou a ser executado pela chamada “Turma”, grupo criminoso pago por Vorcaro para intimidar e espionar desafetos.

Rony Seikaly jogou na NBA de 1988 a 1999. Ele teve um relacionamento com Martha Graeff, com quem tem uma filha. À época das mensagens, Graeff estava em um relacionamento com Vorcaro.

Vorcaro chegou a cogitar uma emboscada com drogas contra Seikaly, e citou pressão da polícia e da milícia. Os integrantes da Turma, usando o login de uma servidora do Ministério Público Federal, chegaram a produzir um ofício falso à Interpol para buscar informações sobre Seikaly.

As conversas ocorreram em outubro de 2024, entre Daniel Vorcaro e Felipe Mourão, conhecido também como “Sicário”. Vorcaro, nos diálogos interceptados pela Polícia, sugeriu simular um incidente envolvendo drogas e disse que investiria até R$ 10 milhões, alegando que seria para “ensinar que com filho não se mexe”.

Outra possibilidade também seria atrair o DJ para o Brasil e submetê-lo a “pressão da milícia e da polícia”. “A Turma” usou informações sigilosas de sistemas internos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para coletar dados sobre Seikaly, como buscas no sistema de controle migratório da Polícia Federal.

Nas mensagens, Vorcaro pediu para que fosse envolvido alguém que citou como “amigo da Interpol”. Entretanto, as investigações não conseguiram identificar quem seria o contato do grupo no órgão internacional.

Em uma das conversas, em outubro de 2024, Felipe Mourão levanta a possibilidade de atrair o DJ para o Brasil, e Vorcaro encaminha mensagens.

“Pressão milícia e polícia. Mas acho que a pressão da Interpol vai assustar mais”, dizem as mensagens.

Na mensagem, fala sobre a importância do tema para ele.

“Vou por 10MM (milhões) na mesa fora os custos para dar uma lição nesse cara e ensinar que com filho não se mexe”, afirma.

Em outra conversa, de 30 de outubro de 2024, o ex-delegado da Polícia Federal e integrante da “Turma”, Marilson Silva relata que passaria mais informações para um dos agentes pagos por Vorcaro, indicando que seria uma demanda “para o CEO do banco”, e que seria interessante “dar um pulão nele” quando chegasse ao Brasil.

Marilson Roseno da Silva é um policial federal aposentado apontado pelas investigações da Polícia Federal como a liderança operacional do grupo “A Turma”, mantido por Daniel Vorcaro.

Segundo a PF, Marilson integrava o núcleo de “intimidação e obstrução da Justiça”, sendo responsável por coordenar ações agressivas contra desafetos do ex-banqueiro, o que incluía o planejamento de atentados e o monitoramento de inquéritos sigilosos mediante consultas indevidas nos sistemas da corporação

O Globo, Por Dimitrius Dantas — Brasília

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