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‘Sou o único capaz de derrubar Trump’, disse Epstein em e-mail

Arquivos divulgados na quarta (12) sugerem que Trump sabia da conduta do bilionário condenado por abuso sexual e que, após o rompimento da relação, Epstein se mobilizou para prejudicar o republicano. Casa Branca diz que presidente ‘não fez nada de errado’.

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A nova leva de e-mails do empresário norte-americano Jeffrey Epstein divulgada na quarta-feira (12) revela uma mensagem em que Esptein diz ser o único “capaz de derrubar” o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A mensagem, trazida à tona pelo jornal “The New York Times”, está entre os cerca de 20 mil arquivos que deputados dos EUA tornaram públicos na quarta ligados às investigações que incriminaram Epstein e que mostram Trump sendo mencionado em diferentes e-mails que o empresário enviou o recebeu.

Em uma conversa com um conhecido em dezembro de 2018, cuja identidade não foi divulgada, este comenta com o bilionário sobre Trump, então em seu primeiro mandato como presidente:

“Isso tudo vai passar! Eles estão mesmo tentando derrubar o Trump e fazendo tudo o que podem para conseguir isso…!”, afirmou o remetente.

Epstein, então responde:

“Sim, obrigado. Isso é muito louco. Eu sou o único capaz de derrubá-lo (Trump)”.

Àquela altura, a Justiça estava fechando o cerco ao redor de Epstein, que seria preso em julho do ano seguinte. O bilionário e o republicano já haviam rompido a amizade.

Epstein e Trump foram amigos durante cerca de duas décadas, mas a relação chegou ao fim em meados dos anos 2000. Há indicações de que ambos permaneceram brigados até a morte de Epstein.

No fim de 2018, uma série de reportagens do jornal “Miami Herald” havia revelado que um secretário de Trump havia assinado o acordo extrajudicial que havia livrado Epstein de uma punição severa em um processo por abuso sexual de menores dez anos antes.

Em reação, para descolar o governo Trump da associação a Epstein, o Departamento de Justiça ordenou uma investigação criminal contra o bilionário. A ação pode ter aflorado os ânimos deste em relação ao republicano.

A maioria das mensagens de Epstein divulgadas em que o empresário menciona Trump, pontua o “New York Times”, são banais. Em 2015, ao ser perguntado por outro contato sobre a situação econômica, ele responde que “Trump está amedrontando os mercados, não a China” — naquele momento, Trump havia anunciado sua intenção de concorrer à Presidência.

E-mails

O Congresso dos Estados Unidos publicou na quarta-feira arquivos com mensagens que indicam que Trump poderia ter conhecimento da conduta de Epstein (leia mais abaixo). Em um deles, o empresário afirmou que o atual presidente dos EUA “passou horas” na casa do bilionário com uma das vítimas.

Jeffrey Epstein foi um empresário norte-americano conhecido por sua ampla rede de contatos com políticos, celebridades e executivos.

Ele foi acusado de abusar de mais de 250 meninas menores de idade e de operar uma rede de exploração sexual.
Epstein foi preso em julho de 2019 e, segundo as autoridades dos EUA, tirou a própria vida um mês depois, dentro da cela.

É de conhecimento público que Trump e Epstein foram amigos nas décadas de 1990 e 2000. O atual presidente nunca foi investigado no caso e afirma ter se afastado do bilionário assim que as acusações surgiram.

Durante a campanha de 2024, Trump prometeu mais de uma vez que, se voltasse à Casa Branca, tornaria públicos arquivos secretos sobre as investigações. Após a posse, no entanto, o discurso mudou.

Em julho, Trump chamou uma suposta lista de clientes de Epstein de “farsa“ e “bobagem“, acusando a “esquerda radical” de alimentar boatos.

A mudança no tom frustrou apoiadores do presidente, muitos dos quais espalham teorias da conspiração sobre o caso.

O movimento aumentou a pressão política por parte da oposição e de alguns membros do partido de Trump para que todos os documentos da investigação fossem tornados públicos.

Nesta quarta-feira, a Câmara dos Deputados reuniu assinaturas suficientes para votar uma moção que força o governo a divulgar todos os documentos da investigação. A iniciativa conta, inclusive, com o apoio de republicanos.

De acordo com a imprensa americana, mesmo que a moção seja aprovada na Câmara, ela deve ser barrada no Senado. Ainda assim, se fosse aprovada nas duas casas, Trump poderia vetar a proposta — o que representaria um desgaste político para o presidente.

Fonte: g1

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