Foi indiciado por injúria racial o professor de uma escola particular de Maceió que associou, em sala de aula, um aluno negro a um chimpanzé. A foto do animal estampava a capa do caderno de um outro aluno da instituição, localizada no Benedito Bentes. A Polícia Civil comunicou a conclusão do inquérito nesta quarta-feira (18).
“Foi uma investigação rápida, até porque foi uma investigação compartilhada. Os adultos e a vítima foram ouvidos na delegacia de vulneráveis e os adolescentes, as testemunhas de fato, foram ouvidos na delegacia do adolescente infrator”, explicou a delegada Rebeca Cordeiro, responsável pelo caso.
Uma câmera de segurança instalada na sala de aula onde ocorreu o fato registrou toda a situação.
“As imagens são a prova material inabalável. Apesar de não haver áudio, toda a cena mostra a ação do jovem, do professor e o constrangimento da vítima, que é visível. Tudo isso são provas extremamente contundentes”, acrescentou a delegada.
A delegada explica ainda que o caso envolve o agravante de prática com intuito de recreação. “Para a lei, a brincadeira qualifica o crime. Se é diversão e nem todos riem, não é diversão. Não se faz brincadeira ofendendo ninguém”.
“O professor tinha a obrigação de parar a brincadeira. Dar até uma lição de moral, se fosse o caso. Ao invés disso, ele resolveu apontar para um aluno, gerando um trauma muito difícil de superar”, afirma a delegada Rebeca Cordeiro.
A pena prevista para este tipo de crime varia de dois a cinco anos de reclusão, com aumento de um terço devido ao racismo praticado como recreação.
com informações do TNH1






