A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito sobre uma clínica clandestina de abortos que funcionava no município. Duas pessoas foram indiciadas, sendo uma mulher idosa, apontada como responsável pelos procedimentos, e um empresário, apontado como patrocinador de um dos abortos.
Segundo a investigação, uma gestante morreu e outra perdeu a visão de um olho em decorrência de infecção generalizada.
A mulher foi indiciada pelo crime de aborto provocado por terceiro com consentimento da gestante, homicídio culposo e lesão corporal de natureza gravíssima. Já o empresário responde por coautoria e participação em aborto provocado por terceiro.
De acordo com o inquérito, ele pressionou a vítima a interromper a gravidez, forneceu medicamentos abortivos e pagou dois mil reais em espécie pelo procedimento.
As investigações apontaram que os abortos eram realizados há pelo menos 10 anos, na residência da investigada, mediante pagamento de R$1.500 a R$2.000. Cinco vítimas foram identificadas.
O inquérito foi encaminhado à Justiça e aguarda manifestação do Ministério Público para decidir sobre o oferecimento de denúncia.






