- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img
HomeÚltimas NotíciasOpinião: O que a ala “família em conserva” revela sobre símbolos em...
- Publicidade -spot_img

Opinião: O que a ala “família em conserva” revela sobre símbolos em tempos polarizados

- Publicidade -spot_img

Acadêmicos de Niterói. A ala da “família em conserva” te chocou? Acho que vale organizar esse contexto.

A avenida sempre foi uma arena de narrativas. Desde o período colonial, o Carnaval cria essa pausa nas regras formais e abre espaço para exagero, crítica, ironia. Enredo de escola de samba é identidade pública contada por metáforas, em voz alta, e identidade sempre gera reação.

Apropriação simbólica. De quem é o símbolo da família? Tem dono? Quem construiu?

Para explicar isso, voltamos à Roma antiga (rs). Do ponto de vista histórico, a família ganha forma como estrutura jurídica e hierárquica, organizada em torno do pater familias com regras claras de autoridade, herança e pertencimento. Ao longo do tempo a igreja moralizou, o Estado moderno deu função social, a mídia deu ideal estético e a política deu bandeira.

Símbolos sociais como a família não pertencem a uma instituição, eles pertencem ao imaginário coletivo e o desconforto surge quando alguém sente que o “seu” símbolo foi interpretado por outro grupo. Isso não necessariamente é uma agressão, é disputa de significado.

Esse é um fenômeno curioso e interessante de observar, típico de ambientes polarizados. Um grupo produz uma metáfora, o outro reapropria e redefine o símbolo, e o que acontece depois? A alegoria da avenida vira matéria-prima para disputa e narrativa online.

Como lembra Stuart Hall, os significados nunca são fixos, eles são construídos e disputados. E talvez o Carnaval só esteja nos lembrando disso, em alto e bom tom.

Essa é a minha interpretação. E você, como percebe?

- Publicidade -spot_img
Leia Também
Leia Mais