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Novas imagens mostram veículos arremessados em desabamento de ponte; veja

Tragédia aconteceu em dezembro de 2024, entre os estados do Tocantins e Maranhão, e deixou 14 mortos e três desaparecidos; ponte foi reestruturada após 1 ano do acidente

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A CNN Brasil teve acesso, nesta sexta-feira (20), a novas imagens que mostram o momento do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins. O acidente ocorreu em dezembro de 2024.

As gravações, cedidas pela WebTV Jaguar News, mostram veículos que atravessavam a ponte sendo arremessados com o colapso da estrutura. Com o impacto, um motociclista chegou a ficar no ar antes de ser arrastado pela força do desabamento.

A tragédia ocorreu em 22 de dezembro de 2024 e deixou 14 mortos e três pessoas seguem desaparecidas até hoje.

Entre os veículos atingidos, três caminhões que transportavam 22 mil litros de defensivos agrícolas e 76 toneladas de ácido sulfúrico também caíram no Rio Tocantins.

O desabamento provocou uma grande nuvem de poeira no ar.

Amostras foram coletadas no Rio entre 24 e 29 de dezembro de 2024 e não apontaram indícios de contaminação por agrotóxicos.

As causas do acidente foram investigadas pela Polícia Federal. O laudo obtido pela CNN Brasil aponta que o desabamento pode ter sido motivado pela ruína da ponte, com fatores como sobrecarga da estrutura, deformação do concreto, perda da capacidade de resistência e acúmulo de veículos no local.

Além disso, a perícia identificou agravantes, como deficiência na manutenção, que resultou na corrosão de armaduras e na ruptura de barras de aço, além da deformação lenta do concreto (fluência), condições que comprometeram severamente a resistência da estrutura ao longo das décadas.

A CNN Brasil entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pelo caso, que informou que as indenizações para as famílias das vítimas estão sendo tratadas na Justiça.

Segundo o órgão, há iniciativas para agilizar os processos, como mutirões e possíveis acordos, mas ainda não há prazo para pagamento, já que as indenizações dependem do andamento das ações. De acordo com eles, as famílias devem acompanhar os processos com seus advogados ou por meio de ações coletivas, pois os casos estão em diferentes fases e exigem análise individual.

Veja nota completa:
“O DNIT informa que as demandas relacionadas às indenizações decorrentes do desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek, ocorrido entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), em dezembro de 2024, encontram-se atualmente judicializadas.

Há diversas ações em tramitação, ajuizadas por particulares, por entes públicos — como o Ministério Público — e por organizações da sociedade civil. Nessas demandas, são discutidos diferentes tipos de indenização, incluindo danos materiais, danos morais, lucros cessantes e eventuais danos ambientais.

Nesse contexto, estão em tratativas, junto à Justiça Federal, iniciativas voltadas à realização de mutirões com foco na busca de soluções consensuais, com o objetivo de conferir maior celeridade e efetividade às respostas às famílias atingidas. Também há a possibilidade de celebração de acordos, observados os procedimentos e critérios estabelecidos na Portaria nº 498/AGU, a partir da análise de viabilidade jurídica e administrativa das propostas apresentadas pelas partes envolvidas.

No momento, não é possível estabelecer uma previsão geral para o pagamento das indenizações. No caso das ações judiciais, eventuais pagamentos dependerão do regular andamento processual e ocorrerão por meio de requisições judiciais, como precatórios ou RPVs (Requisições de Pequeno Valor), após decisão definitiva.

A condução das demandas judiciais envolve a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU), por meio do DNIT e dos órgãos de representação judicial da autarquia, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes.

As famílias interessadas devem acompanhar o andamento de seus processos por intermédio de seus advogados, no caso de ações individuais, ou por meio do Ministério Público e de associações representativas, nas ações coletivas.

Por fim, destaca-se que há diversas ações judiciais em curso sobre o tema, em diferentes fases processuais — incluindo fase inicial, produção de provas, análise judicial e tentativas de conciliação —, o que reforça a complexidade do caso e a necessidade de tratamento individualizado das demandas”.

Reinauguração da ponte
Um ano após o desabamento, a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira (Ponte JK) foi reinaugurada em 22 de dezembro de 2025, com investimento superior a R$ 171,9 milhões.

No dia 31 de dezembro de 2025, o Ministério dos Transportes oficializou a contratação de um consórcio de empresas responsável pela reconstrução da ponte.

Já em 2 de fevereiro de 2025, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizou a operação para implodir o que restava da estrutura que desabou sobre o Rio Tocantins.

A implosão foi feita por meio de fogo controlado, com o uso de 250 kg de explosivos, visando à reconstrução da ponte.

O procedimento ocorreu após vistorias em residências próximas à área de segurança, que abrangeu 2.148 metros em Estreito (MA) e 2.136 metros em Aguiarnópolis (TO).

A ação foi planejada e discutida com a ANTT, concessionárias de ferrovias próximas ao local e a Usina Hidrelétrica de Estreito. O DNIT monitorou a infraestrutura durante toda a operação.

Fonte: CNN Brasil

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