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Músculo deixa de ser estética e passa a ser órgão-chave para a longevidade, aponta ciência

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A forma como a medicina enxerga o músculo mudou. Antes associado principalmente à estética ou ao desempenho físico, o tecido muscular agora é considerado um órgão essencial para a saúde metabólica, cerebral e para o aumento da expectativa de vida.

Estudos recentes mostram que o músculo atua de maneira ativa no organismo, produzindo substâncias chamadas miocinas durante a contração — especialmente no exercício físico. Essas moléculas funcionam como mensageiros que influenciam diversos sistemas do corpo, contribuindo para a regulação da glicose, redução da inflamação e proteção cardiovascular.

Além disso, há evidências crescentes da conexão entre músculo e cérebro. Compostos liberados durante a atividade física, como a irisina e o BDNF, estão associados à melhora da memória, aprendizado e possível proteção contra doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

De acordo com o médico Djairo Araújo, essa mudança representa um avanço importante na forma de compreender a saúde:

“O músculo passou a ser entendido como uma estrutura metabolicamente ativa, capaz de produzir substâncias que regulam funções essenciais do organismo. Hoje, sabemos que ele exerce um papel central na prevenção de doenças e na longevidade.”

A perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia, está associada ao aumento do risco de doenças metabólicas, cardiovasculares e ao declínio cognitivo, além de impactar diretamente na autonomia e qualidade de vida.

Especialistas alertam ainda para um erro comum: o emagrecimento rápido com perda de massa magra, especialmente sem a prática de exercícios de força e ingestão adequada de proteínas.

“Na prática, vemos pacientes que emagrecem rápido, mas com perda importante de massa muscular. Isso enfraquece o organismo e pode comprometer a saúde metabólica no longo prazo”, destaca Djairo Araújo.

A recomendação é clara: manter uma rotina regular de exercícios — com foco em treino de força — associada a uma alimentação equilibrada e acompanhamento profissional.

Mais do que uma questão estética, a preservação da massa muscular passa a ser vista como um dos pilares para viver mais, com autonomia e qualidade de vida.

“Não se trata apenas de viver mais anos, mas de viver com funcionalidade e independência — e o músculo é peça-chave nesse processo”, conclui o especialista.

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