Em meio à popularização das canetas emagrecedoras e à busca pelo corpo cada vez mais definido, especialistas alertam que emagrecer demais também pode trazer riscos à saúde. A gordura corporal desempenha funções essenciais, como a regulação hormonal, a proteção dos órgãos e o equilíbrio metabólico.
Segundo o médico Djairo Araújo, com atuação em Nutrologia e Medicina Esportiva, a redução excessiva das reservas energéticas, especialmente quando associada a dietas restritivas e exercícios intensos, pode provocar alterações menstruais, queda da libido, perda de massa óssea e prejuízos ao desempenho físico.
“Precisamos acabar com a ideia de que quanto menos gordura, melhor. O excesso pode ser prejudicial, mas a gordura corporal tem funções fundamentais. O objetivo é manter uma composição corporal adequada, sem comprometer o funcionamento do organismo”, explica.
O especialista também destaca que não existe um percentual de gordura ideal para todas as pessoas. Idade, sexo, genética e condições clínicas devem ser considerados, e a aparência física, isoladamente, não determina o estado de saúde.
Com o avanço dos tratamentos para obesidade, incluindo medicamentos como semaglutida e tirzepatida, Djairo reforça a importância do acompanhamento médico e nutricional para garantir um emagrecimento seguro, com atenção à alimentação e à preservação da massa muscular.
“Ser mais magro não significa necessariamente estar mais saudável. O emagrecimento deve melhorar a saúde, não comprometer funções importantes do organismo”, conclui.






