A morte do menino Anthony Gabriel, de apenas cinco anos, teve como causa o afogamento, segundo análise preliminar da Polícia Científica de Alagoas, que também descartou a existência de indícios de abuso sexual no corpo da criança.
A informação foi confirmada pela delegada Bárbara Arraes, que conduz as investigações, durante entrevista concedida ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, na manhã desta quinta-feira (19). De acordo com ela, o laudo do Instituto Médico Legal (IML), ainda não divulgado oficialmente, não comprovou a existência de violência sexual.
“Estivemos na UPA para buscar informações sobre como a criança chegou lá e os procedimentos adotados. Obtivemos as mesmas informações divulgadas em nota pela própria UPA, e concomitantemente também foi acionado o IML, para verificação de todas as circunstâncias adotadas em eventuais abusos sexuais, como verificação de unhas, região anal e material biológico”, disse.
Anthony Gabriel, que era autista não verbal, foi encontrado submerso em um córrego no bairro Feitosa, em Maceió, na noite da última quarta-feira (18). Ele chegou a ser socorrido pelos próprios pais e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jacintinho, mas já deu entrada na unidade sem sinais vitais.
Segundo a equipe médica, “foram iniciadas, imediatamente, manobras de reanimação e medidas de suporte avançado de vida, sem sucesso”. Ainda conforme a unidade, durante o atendimento foram observados “achados que levantaram suspeita de possível abuso”.
Após a análise pericial, a delegada afirmou que: “Recebemos a informação, não ainda por laudo, mas uma informação oficial da Polícia Científica, que não foi identificado sinal de abuso sexual no menino Anthony. Tudo que foi verificado será analisado por meio de inquérito, para saber como a criança se afogou”.
O caso, que inicialmente estava sendo acompanhado pelas delegacias da Infância e Juventude, agora é investigado pelo 9º Distrito Policial, responsável por apurar as circunstâncias do afogamento. O local onde a criança foi encontrada possui cerca de dois metros de profundidade e não conta com câmeras de segurança que possam auxiliar nas investigações.






