O cantor Ed Motta se pronunciou, nesta quarta-feira (7/5), pela primeira vez sobre a confusão que protagonizou em um restaurante no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. Na ocasião, o artista foi flagrado pelas câmeras de segurança arremessando uma cadeira — segundo testemunhas, na direção de um garçom. De acordo com os proprietários do estabelecimento, a confusão se iniciou após a negativa de concessão de cortesia da taxa de rolha no último sábado (2/5).
Em entrevista ao Jornal O Globo, ele confirmou o desentendimento e também o fato de tê-lo iniciado, mas deu outra versão a parte das acusações: “Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão”.
“Não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso”, continuou Ed, que também negou ter se envolvido na confusão com outros clientes, contrariando a versão dos donos do local: “Eu fui embora e começou uma confusão entre as pessoas que ficaram na minha mesa e a outra mesa que estava no restaurante”.
Ainda de acordo com o cantor, o grupo do qual faz parte chegou a se desculpar: “Minha atitude errada e excesso de raiva, que foi provocado por eu ser cliente deles há muitos anos e nunca ter sido cobrado por essa taxa de rolha. Nunca tinham feito essa cobrança. Sou cliente deles desde o começo do restaurante, já levei milhares de pessoas lá e nunca tinham me cobrado isso”.
“Um dos funcionários olhava para mesa com cara de ironia e prazer por aquele estresse estar acontecendo. Me irritei com tudo aquilo, joguei a cadeira no chão e fui embora. Depois que eu fui embora, eu fiquei sabendo que quando a minha mesa foi pedir desculpas à mesa ao lado, esta mesa começou a ofender a minha, que inclusive tinha uma senhora, mãe de meu amigo. Então, começou uma confusão entre eles”, acrescentou Motta.
Outra versão conflitante é quanto a troca de ofensas preconceituosas. Enquanto os donos do estabelecimento afirmam que o grupo passou a fazer comentários ofensivos relacionados à origem nordestina de funcionários, além de insinuações sobre orientação sexual e vida pessoal da equipe, Ed Motta afirma terem sido vítimas: “Foram as pessoas na mesa ao lado que ofenderam meus amigos, inclusive com ofensas homofóbicas, chamando meu amigo de “viado”, e xenofóbicas, mandando ele voltar para a Arábia”.
Vale destacar que um dos clientes que estava na mesa vizinha a do cantor prestou depoimento. Na declaração, o rapaz afirmou ter levado sete pontos na cabeça após ser atingido durante a briga generalizada. O caso foi registrado na 15ª DP (Gávea), inicialmente, como lesão corporal. Segundo o relato da vítima às autoridades, o clima esquentou de vez após o artista ir embora.







