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De 1994 à Copa 2026: piloto do Tetra relembra viagem histórica da Seleção Brasileira

Alberto Lima e Luiz Alfredo Nogueira conversam com Henrique Cibulska, comandante do DC-10 da Varig responsável por conduzir a equipe campeã do mundo

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Trinta anos depois do inesquecível tetracampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, o ACTA Especial reviveu um dos capítulos mais marcantes daquela conquista histórica: a viagem da delegação brasileira rumo aos Estados Unidos a bordo do DC-10 da Varig, comandado pelo piloto Henrique Cibulska. O especial reuniu os comunicadores Alberto Lima e Luiz Alfredo Nogueira em uma conversa emocionante e cheia de memórias com o homem que teve a missão de conduzir a seleção do tetra.

O dia 17 de julho de 1994 ficou eternizado na memória dos brasileiros com o grito de “É tetra!”, narrado por Galvão Bueno após a vitória do Brasil sobre a Itália na final da Copa do Mundo, decidida nos pênaltis. Depois de 24 anos sem conquistar o título mundial, a Seleção Brasileira voltou ao topo do futebol mundial e escreveu uma das páginas mais importantes da história do esporte nacional.

Durante a entrevista ao ACTA Especial, Henrique Cibulska relembrou como foi escolhido pela Varig para comandar o voo da seleção. Segundo ele, a decisão aconteceu por ser o chefe da equipe de pilotos de DC-10 da companhia aérea, responsável por transportar delegações e voos internacionais da empresa. O comandante destacou a responsabilidade e a emoção de participar daquele momento histórico ao lado de nomes como Carlos Alberto Parreira e Mário Jorge Lobo Zagallo, responsáveis por conduzir o Brasil ao tetracampeonato.

Torcedor do Fluminense, Cibulska também recordou a ligação familiar com o futebol. Seu pai, Durval Valente, foi médico do clube carioca, o que aproximou ainda mais o piloto do universo esportivo.

Um dos momentos mais emblemáticos da entrevista foi o relato sobre o sobrevoo realizado pelo avião da seleção no aeroporto dos Guararapes, em Recife. A manobra, considerada rara e executada apenas em situações especiais, foi uma iniciativa do próprio comandante para permitir que a torcida pernambucana pudesse ver de perto a aeronave que transportava os campeões do mundo. A cena se transformou em uma das imagens mais marcantes da volta do Brasil campeão.

Henrique Cibulska ainda relembrou a diferença no clima entre a ida e a volta da delegação. Segundo ele, na viagem rumo aos Estados Unidos, o ambiente era de concentração e seriedade. Já no retorno ao Brasil, após o título conquistado, o DC-10 virou palco de uma verdadeira festa, com samba, abraços e muita emoção entre jogadores, comissão técnica e tripulação.

O voo de retorno durou pouco mais de 11 horas e passou por países como México, Panamá, Jamaica e Venezuela antes de entrar no espaço aéreo brasileiro nas primeiras horas da manhã. A conquista do tetra mobilizou multidões e marcou definitivamente a história do futebol brasileiro.

A entrevista especial produzida pelo ACTA contou com edição de Leonardo Mendonça, direção de imagem de Valdemir Soares e produção jornalística de Adelaide Nogueira, trazendo ao público detalhes inéditos e emocionantes de um dos momentos mais gloriosos da Seleção Brasileira.

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