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Comissão da Câmara aprova projeto que prevê incentivo fiscal para compra de primeira arma

Texto cria Política Nacional de Acesso à Primeira Arma de Fogo com acesso a linhas de financiamento a serem oferecidas por bancos. Proposta ainda passará por duas comissões. Deputado contrário ao projeto fala em potencialização da violência.

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou nesta semana um projeto que prevê “incentivos fiscais” para a compra da “primeira arma” de fogo.

O projeto ainda será votado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e depois será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Aprovada nos colegiados, a proposta será encaminhada ao Senado.

Se aprovada nas duas Casas legislativas, o projeto ainda vai para a sanção do presidente da República. No entanto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem dito a interlocutores que a proposta não deve prosperar.

O texto, de autoria do deputado Marcos Polon (PL-MS), cria a Política Nacional de Acesso À Primeira Arma de Fogo (PNAPAF), com incentivos fiscais e linhas de financiamento favorecidas por instituições financeiras.

A comissão é dominada por integrantes da Frente de Segurança Pública, a chamada Bancada da Bala. Todos se manifestaram favoravelmente ao texto, que foi aprovado de forma simbólica (quando não há registro de votos).

O projeto prevê o incentivo para brasileiro nato ou naturalizado, em situação regular junto à Receita Federal e sem registro anterior de arma de fogo.

O texto aprovado na Comissão de Segurança Pública dá isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Imposto de Importação (II) e de contribuições sociais PIS/Pasep e Cofins.

Além disso, os brasileiros interessados também podem conseguir subsídios parciais ou integrais e até financiamento em bancos públicos para a compra de uma primeira arma.

Os interessados também precisam de autorização da Polícia Federal ou do Exército.

De acordo com o projeto, os grupos prioritários para serem atendidos pelo programa são:

🔸vítimas de violência doméstica com medida protetiva;

🔸vítimas de crimes contra a vida ou contra o patrimônio;

🔸moradores de zonas rurais; e

🔸pessoas com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105, atualmente).

O projeto, um substitutivo do deputado Zucco (PL-RS), está tramitando em caráter conclusivo. Isso quer dizer que se for aprovado nas comissões, vai direto para o Senado sem precisar passar pelo plenário da Câmara.

A exceção é se 52 deputados recorrem e assinarem um requerimento contra esse rito. Neste caso, o projeto precisa ser apreciado no plenário da Casa.

Roubo, furto, extravio e perda de armas

Quase 28 mil armas foram roubadas, furtadas, extraviadas ou perdidas entre 2018 e fevereiro de 2026, segundo a Polícia Federal.

🔸Furto: 17.807

🔸Extravio/perda: 7.448

🔸Roubo: 2.689

O pior ano foi 2022, último ano do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Naquele ano, 4.250 armas deixaram a mão de seus proprietários. A maior parte foi furtada, são 2.639, seguida por extravio/perda, 1.149, e por roubo, 462.

Durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2022, o aumento foi de 27,8%, passando de 3.324 para 4.250.

Já nos três primeiros anos do governo Lula, entre 2023 e 2025, houve uma queda de 36,7%, passando de 3.874 a 2.452.

Fonte: g1

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