A notícia de que o projeto de criação do Fundo de Fomento ao Artesanato Alagoano (FFAAL) foi encaminhado à Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) foi recebida com entusiasmo e expectativa pelos artesãos alagoanos. A iniciativa é vista como um avanço histórico para a valorização da atividade, a garantia de apoio permanente ao setor e melhores condições para quem vive da arte no estado.
Presidente da Federação das Associações de Artesãos do Estado de Alagoas (Facepal), a artesã Lindinalva Oliveira destacou a criação do Fundo como uma conquista inédita no país e um divisor de águas para a categoria.
“É uma grande vitória. No Brasil, é o primeiro fundo que acontece. Esse Fundo é muito importante. Ao longo do tempo, a gente sofreu muitas dificuldades, e ainda sofre, mas com o Fundo isso vai melhorar muito a nossa vida”, afirmou.
Do Pontal da Barra, em Maceió, a artesã Adriana Gomes, que trabalha com o tradicional bordado filé, ressaltou o impacto da proposta para a preservação da cultura e para a subsistência de famílias que vivem do artesanato.
“Quem vive da arte sabe como é difícil sobreviver do artesanato. O bordado filé vem de geração em geração na minha família, e manter essa arte é um desafio diário. O programa Alagoas Feita à Mão já tem um olhar importante para o artesanato, e esse Fundo só vem agregar mais valor para nós, artesãos”, destacou.
“O Fundo é uma esperança de que o setor possa ter vida própria, caminhar com as próprias pernas e garantir financiamento. E olha que o Governo do Estado já apoia muito com o Alagoas Feita à Mão. Temos alcançado resultados históricos e garantido que a marca Alagoas, por meio do nosso artesanato, esteja presente nos maiores eventos do Brasil”, afirmou o secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais, Júlio Cezar.
Para ele, quanto mais o Estado investe nesse setor, mais ele se desenvolve, ganha valor agregado e, claro, divulga Alagoas não só no Brasil, mas também no mundo inteiro. “Estou feliz em poder ter contribuído, junto com toda a equipe da Serfi, para que isso fosse possível”, completou.
A proposta não implicará ônus ao erário estadual e aguarda agora análise e votação da Assembleia Legislativa de Alagoas. A íntegra da mensagem do Executivo foi publicada no Diário Oficial do Estado.






