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Após acidente que matou 16 romeiros, prefeito pede respeito ao luto e evita busca por culpados

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O prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino, se manifestou publicamente sobre o grave acidente envolvendo um ônibus de romeiros que resultou na morte de 16 moradores do município. Segundo o gestor, diante do momento de luto, a prioridade da administração municipal é prestar apoio às famílias das vítimas, e não discutir possíveis responsabilizações pelo ocorrido.

A tragédia aconteceu por volta das 6h da manhã desta terça-feira (3), no povoado Caboclo, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas. O ônibus retornava de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino a Coité do Nóia, quando tombou, deixando dezenas de feridos. No momento do acidente, havia aproximadamente 60 pessoas no interior do veículo.

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o prefeito afirmou que a viagem foi organizada com cuidados específicos, incluindo equipe médica, medicação disponível e um ônibus que, segundo ele, estava em bom estado de conservação. Bueno Higino destacou que a romaria é realizada há cerca de 25 anos, desde o ano 2000, ainda na época em que seu pai era vivo, e sempre foi planejada com dedicação e atenção à segurança dos participantes.

Durante o vídeo, o prefeito declarou que, apesar de todo o planejamento, tragédias podem acontecer e reforçou que este não é o momento de buscar culpados. “Agora não é hora de eu ir atrás de culpados. É hora da gente cuidar das nossas famílias, do povo de Coité do Nóia. Assim como as nossas famílias estão enlutadas, possam ter a certeza que o prefeito também está”, afirmou.

Ônibus estava irregular e fazia transporte clandestino

Em nota enviada à imprensa, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus envolvido no acidente estava irregular e realizava transporte clandestino de passageiros. O veículo, de placa JJB3D75, não possuía habilitação junto à ANTT, nem Certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente. Além disso, não havia Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado.

A ANTT informou ainda que acompanha o caso em conjunto com os órgãos competentes e reforçou que mantém ações permanentes de fiscalização para coibir o transporte clandestino em todo o país.

De acordo com o perito criminal Gerard Deokaran, o ônibus saiu da pista ao fazer uma curva, caiu em uma ribanceira com mais de cinco metros de altura e tombou às margens da rodovia, no sentido do município sertanejo.

No local, foram analisadas marcas na pista e na ribanceira, além do recolhimento do tacógrafo para análise, realização de exames no sistema de freios e medições para verificação de velocidade. Segundo o perito, não foram identificados sinais de frenagem antes da saída da pista. Exames complementares ainda serão realizados para a conclusão do laudo e o esclarecimento técnico da causa e da dinâmica do acidente.

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