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Alagoano é apontado como líder de quadrilha bilionária de mineração ilegal em Minas Gerais

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Um esquema bilionário de mineração ilegal em Minas Gerais, envolvendo empresários, políticos e servidores públicos, foi desmascarado pela Polícia Federal nesta semana. Entre os alvos, está o alagoano Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder da quadrilha. A ex-mulher dele, em depoimentos, descreveu o empresário como “psicopata” e detalhou estratégias da organização para desviar recursos, obter licenças fraudulentas e violar normas ambientais em larga escala.

Segundo a denunciante, Alan se aproximava de pessoas influentes no setor de mineração, incluindo secretários de Meio Ambiente, e manipulava familiares para criar relações de confiança. Uma dessas tentativas envolveu Marília Carvalho de Melo, então secretária de Meio Ambiente de Minas, que chegou a ser ameaçada por João Alberto Paixão Lages, outro líder do grupo.

Além disso, Alan teria adquirido imóveis próximos a juízas que julgavam casos em que ele estava envolvido, armazenando parte do dinheiro obtido de forma ilícita em malas, inclusive em apartamentos em Alagoas, com valores que chegariam a US$ 10 milhões. “Ele é um psicopata que está tratando tudo de caso pensado e acha que nunca será pego pela Polícia Federal”, relatou a ex-mulher.

As investigações apontam que Alan, junto com João Alberto e Helder Adriano de Freitas, especialista em mineração, corrompia servidores públicos e obtinha licenças irregulares para explorar minério de ferro em áreas protegidas, incluindo a Serra do Curral. A empresa Fleurs Global, responsável pelo minério extraído, movimentou mais de R$ 4 bilhões em cinco anos, sendo apontada como o núcleo financeiro da organização.

Documentos e áudios apreendidos mostram que Alan tinha conhecimento prévio de operações da Polícia Federal e orientava a destruição de provas. Ele também ironizava sobre os impactos ambientais da mineração: “Pela quantidade de rejeito que vamos gerar ao longo dos anos, dá para colocar piso em Belo Horizonte toda”, registrou.

No último sábado (20), Alan, João Alberto e Helder foram transferidos para o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande, marcando a primeira vez que presos por crimes ambientais chegam a uma penitenciária federal. A exploração da Serra de Botafogo, em Ouro Preto, foi imediatamente interrompida, e especialistas reforçam a necessidade de recuperação das áreas degradadas.

Quem é Alan Cavalcante do Nascimento

Alan é proprietário de uma mansão em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió, conhecida por festas luxuosas com shows de artistas nacionais e passeios de catamarã. Antes de se envolver com mineração, atuou como professor de matemática, trabalhou em telecomunicações e se dedicava ao motocross em Arapiraca. Em 2023, chamou atenção ao arrematar, em leilão promovido pelo jogador Neymar Jr., um blazer e um cordão de diamantes por R$ 1,2 milhão.

O bloqueio judicial referente ao esquema criminoso já soma R$ 1,5 bilhão, enquanto projetos vinculados ao grupo têm potencial econômico superior a R$ 18 bilhões, segundo a Polícia Federal, com graves impactos ambientais e sociais.

A Agência Nacional de Mineração afirmou colaborar integralmente com as autoridades. A defesa dos envolvidos não foi localizada até o momento.

*Com informações do Fantástico

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