Dois suspeitos de tráfico de drogas, mortos em confronto com a polícia sergipana na noite dessa segunda-feira (8), eram apontados como envolvidos no assassinato de Adriano dos Santos, de 32 anos, ocorrido em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, em 1º de setembro deste ano. O homicídio foi registrado por câmeras de segurança de uma oficina mecânica e mobilizou as forças de segurança nas buscas pelos autores.
Confronto em Propriá
Os dois suspeitos do homicídio, acompanhados de outro homem, morreram após reagirem a uma abordagem policial na entrada de Propriá (SE). Segundo a polícia, o trio atirou contra os agentes e acabou alvejado. O veículo em que estavam ficou crivado de balas.
Na ação, foram apreendidas três armas de fogo — uma pistola e dois revólveres —, além de cerca de dois quilos de maconha que estavam no carro. Mais um quilo da mesma droga foi localizado em um ponto de armazenamento em Arapiraca. Também foram recolhidos documentos falsificados ligados à atividade criminosa.
De acordo com o delegado Albene Júnior, da Polícia Civil de Sergipe e responsável pela operação, a investigação teve início há cerca de dois meses, após a apreensão de 25 quilos de maconha em Japoatã (SE). Na ocasião, os suspeitos não foram identificados, mas, com o avanço das apurações, a polícia conseguiu rastrear as conexões do grupo e identificar depósitos de drogas no Agreste alagoano.
O crime em Arapiraca
Adriano dos Santos foi morto a tiros em uma oficina mecânica na região central de Arapiraca, no dia 1º de setembro. Testemunhas relataram que ele aguardava reparos no carro ao lado da esposa quando dois homens, usando capacetes, entraram no local e dispararam pelo menos dez vezes.
As imagens das câmeras de segurança mostraram os criminosos chegando em uma moto, sacando as armas e perseguindo Adriano, que tenta escapar correndo pelo prédio. Funcionários quase foram atingidos durante a ação. Baleado, o homem caiu no chão e foi novamente alvejado antes da fuga dos atiradores.
Segundo a polícia, a vítima também teria envolvimento com atividades criminosas. Ele morreu ainda no interior da oficina.







