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Alagoas se destaca no combate ao AVC com programa inovador reconhecido mundialmente

Iniciativa da Sesau alia tecnologia, rapidez e informação para salvar vidas e reduzir sequelas do AVC.

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O Programa AVC Dá Sinais, criado pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), tem se destacado como um dos principais avanços da Rede Estadual de Saúde Pública. A estratégia, que combina inovação tecnológica, capacitação profissional e agilidade na tomada de decisões médicas, vem chamando atenção não apenas dentro do Brasil, mas também em cenários internacionais.

O programa já foi apresentado em importantes eventos, como o Global Stroke Alliance 2022, em São Paulo, o Congresso Brasileiro de AVC, no Paraná, e o IV Encontro Nacional de Unidades de AVC. Também ganhou destaque no I Encontro da Linha de Cuidado do AVC, em Brasília, e na Jornada Alagoana de Neurologia. Delegações de outros estados brasileiros e até de países como Japão, Uruguai e África do Sul visitaram Alagoas para conhecer de perto a experiência bem-sucedida.

Um dos grandes diferenciais do AVC Dá Sinais é o uso do aplicativo de telemedicina, que conecta unidades de saúde e agiliza decisões médicas cruciais, permitindo que pacientes recebam atendimento rápido e qualificado.

Para o secretário de Estado da Saúde, Gustavo Pontes de Miranda, o programa é um exemplo claro do impacto positivo da inovação na saúde pública. “O AVC Dá Sinais é uma das maiores provas de que investir em inovação e em equipes qualificadas salva vidas. A telemedicina nos permite chegar mais longe, com mais precisão e humanização”, afirma.

Estrutura sólida e resultados expressivos

A rede do programa é composta por seis hospitais de referência em Alagoas: Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Regional da Mata (HRM), Hospital do Alto Sertão (HRAS) e Hospital de Emergência do Agreste (HEA). Somente em 2024, o programa atendeu 1.726 pacientes, dos quais 1.070 tiveram AVC confirmado. Desses, 121 foram submetidos à trombólise, tratamento capaz de dissolver coágulos e restaurar o fluxo sanguíneo no cérebro.

Em comparação a 2023, houve crescimento: foram 1.623 atendimentos, 985 confirmações de AVC e 119 trombólises. Desde a criação do programa, em 2021, já foram registrados 6.590 atendimentos, 4.116 casos confirmados, 504 trombólises e 137 trombectomias. Cada um desses números representa vidas salvas ou sequelas reduzidas graças à intervenção médica rápida e adequada.

“Tempo é Cérebro”

Para o neurologista Matheus Pires, coordenador do programa, a rapidez no atendimento é fundamental. “Quando falamos em AVC isquêmico, temos uma janela muito curta para o tratamento. A trombólise deve ser realizada em até 4 horas e 30 minutos após o início dos sintomas, e a trombectomia em até 8 horas. Por isso, precisamos que a população saiba reconhecer os sinais e procure ajuda imediatamente. Cada minuto faz diferença na preservação das funções do cérebro”, explicou durante o Global Stroke Alliance 2022.

Continuidade do cuidado

Além da atenção emergencial, o programa também garante acompanhamento pós-AVC. No HMA, o Ambulatório Pós-AVC oferece reabilitação neurológica contínua, permitindo que os pacientes se recuperem com qualidade. Para o diretor do hospital, Filipe Fernandes, essa etapa é essencial: “Precisamos garantir que o paciente tenha suporte depois, para se recuperar com qualidade. Essa continuidade faz toda a diferença no tratamento dos pacientes acometidos pela doença em Alagoas”.

Com uma estrutura consolidada, uso de tecnologia avançada e equipes especializadas, o AVC Dá Sinais prova que Alagoas não só salvou milhares de vidas, como também se tornou referência no Brasil e no mundo no cuidado e prevenção de AVCs.

*Com Agência Alagoas

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