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PM suspeita de furtar colega e realizar compras com cartão é investigada em Delmiro

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A Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas apura, através da instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM) a conduta da cabo Daiana da Silva Rocha. Ela é suspeita de furtar uma carteira funcional e cartões bancários pertencentes a outra policial militar de Alagoas, que também é Cabo. O caso ocorreu no dia 22 de dezembro de 2025, dentro do 9º Batalhão, localizado no município de Delmiro Gouveia, Sertão alagoano.

De acordo com documento da ocorrência, vítima e investigada estavam de serviço e dividiam o mesmo espaço no alojamento feminino. A vítima relatou que percebeu que seus pertences tinham sumido quando estava saindo do local para retornar a Maceió. Ela disse que sua bolsa ficou no local enquanto almoçava e no horário de dormir, porque o espaço não possui armários.

Antes das 6h da manhã do dia 22/12, a vítima recebeu mensagens da operadora do seu cartão de crédito informando que não autorizou compras feitas em sequencia em seu cartão de débito. Foram identificadas três transações nos valores de 120, 150 e 180 reais.

A investigação técnica conduzida pela Polícia Civil rastreou a conta recebedora dos valores junto à empresa Infinite Pay. Os dados cadastrais apontaram uma mulher residente em Minas Gerais como a titular formal da conta. Contudo, dois endereços de e-mail foram vinculados ao registro, sendo um deles `drochaconcursos@gmail.com`.

Diligências realizadas junto ao Google revelaram que o e-mail cadastrado na conta recebedora pertence a Daiana Rocha. O endereço eletrônico possui como telefone de recuperação um número com prefixo 82, de Alagoas. Este mesmo terminal telefônico é utilizado pela investigada como chave Pix em sua conta pessoal no Banco C6.

A quebra de sigilo telefônico informou que a linha esteve cadastrada anteriormente em nome da avó materna da cabo Daiana. O número também consta em cadastros de aplicativos de entrega de comida em nome da policial investigada. Além disso, o terminal foi citado em boletins de ocorrência anteriores registrados por ex-namoradas da cabo.

O oficial de dia do 9º Batalhão confirmou que a investigada solicitou liberação antecipada do serviço naquela manhã. O pedido foi justificado pela necessidade de utilizar um transporte rodoviário para o estado da Bahia entre 6h e 6h30. As transações fraudulentas iniciaram às 5h58, minutos antes do horário de saída alegado pela policial.

A ficha funcional de Daiana da Silva Rocha revela envolvimento em outros registros policiais. No estado da Bahia, ela figura como suposta autora em boletins de ocorrência pelo crime de estelionato. Em um dos casos, uma vítima alega prejuízo de 18 mil reais após transferências induzidas por perfis falsos.

O relatório da Polícia Civil aponta indícios de que o dispositivo da cabo Daiana operava a conta em nome da mulher de Minas Gerais. A autoridade militar expediu uma carta precatória para a Polícia Militar de Minas Gerais para colher o depoimento da mulher cadastrada no InfinitePay. Busca-se esclarecer se a titular da conta é uma “laranja” ou se desconhece o uso de seus dados.

A conduta da policial militar foi tipificada, em tese, nos crimes de furto qualificado, estelionato e prevaricação. O caso segue sob investigação.

Com informações Gazetaweb

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