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Cortejo em homenagem a piloto de helicóptero da polícia morto passa por vários bairros do Rio; vídeo

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O cortejo em homenagem ao piloto de helicóptero da Polícia Civil, Felipe Marques Monteiro, baleado durante uma operação na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio, e que morreu neste domingo (17), ocorreu nesta terça-feira (19).

A homenagem, feita por colegas da Polícia Civil e de outras corporações, começou na Lagoa, no antigo posto de trabalho de Felipe, e vai passar por vários bairros da Zona Sul do Rio até chegar no Crematório da Penitência, na Zona Norte do Rio, onde ele será velado.

A esposa dele, Keidna Marques, publicou um desabafo sobre a despedida nas redes sociais:

“Nunca imaginei que um dia iria trancar a porta da nossa casa para ir ao nosso último encontro em terra. E aqui estou… no SAER, lugar onde você sempre sonhou em fazer parte, dedicando sua vida à proteção da sociedade”, afirma.

“Foi lutando exatamente por esse propósito, pelo bem, pela missão que carregava no peito, que você foi abatido. Seu sonho foi interrompido por aqueles que muitos chamam de ‘vítimas da sociedade’, enquanto você era alguém que diariamente arriscava a própria vida por ela”, emenda ela.

Felipe Monteiro estava internado desde março de 2025 após ser atingido por um disparo.

Nos últimos dias, o policial vinha apresentando um quadro de saúde grave, com uma infecção após complicações de uma cirurgia de prótese craniana realizada no dia 20 de abril. Na sexta-feira (15), a esposa atualizou o estado de saúde de Felipe Monteiro e disse que era “um momento muito difícil de lidar”.

De acordo com a viúva de Felipe, Keidna Marques, o policial teve alterações importantes no quadro clínico nesta quinta (14) e precisou de medicações mais fortes.

“A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos. Os profissionais seguem fazendo o melhor por ele, enquanto ele continua lutando. O caso é considerado grave”, explicou.

O caso do policial vinha se agravando desde abril, quando ele passou a ter complicações da cirurgia. No início de maio, ele precisou de alguns procedimentos para retirada de hematomas e sangramentos na cabeça e depois para a inserção de um dreno.

No dia 23 de abril, a esposa publicou um histórico que mostra que em janeiro ele já tinha tido complicações semelhantes.

Felipe tinha recebido alta médica do Hospital São Lucas em dezembro após nove meses internado e seguiu para um centro de reabilitação. Ele foi baleado durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, em março de 2025.

Segundo o gerente da Clínica Médica do Hospital São Lucas Copacabana, Renato Ribeiro, o paciente ficou mais de sete meses sob cuidados intensivos, passou por diversas neurocirurgias e outros procedimentos – ele teve comprometimento da calota craniana -, além de permanecer em coma por um longo período.

O que disse o governo

Em nota, o governo em exercício do Rio de Janeiro divulgou uma nota pela morte do piloto:

O Governo do Estado do Rio de Janeiro lamenta a morte do policial civil e piloto da CORE, Felipe Marques Monteiro, que foi ferido em março de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, quando o helicóptero em que atuava como copiloto foi alvo de disparos de criminosos com fuzis.

Desde então, ele travou uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida, marcada pela força, fé e dedicação da família, especialmente de sua esposa, mobilizando colegas de profissão, amigos e todos os que torciam por sua recuperação.

Neste momento de dor, o Governo do Estado presta solidariedade aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, e reconhece a bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques Monteiro no exercício da missão de proteger a população fluminense. Sua coragem e seu legado permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado”.

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