Neymar foi substituído por engano na derrota por 3 a 0 do Santos neste domingo, contra o Coritiba, na Neo Química Arena, em jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O craque recebia uma massagem na panturrilha fora de campo quando o quarto árbitro levantou a placa informando a saída do camisa 10 para a entrada de Robinho Júnior.
Ele se pronunciou na zona mista após a partida sobre o ocorrido. Veja o relato completo no fim.
O Peixe alega que a substituição era para a saída de Escobar. Neymar, revoltado com o erro, tentou retornar ao gramado e foi advertido com o cartão amarelo. Depois, mostrou o papel que teria sido entregue ao quarto árbitro com a informação que indicava a saída do argentino.
Como a placa subiu informando a saída do camisa 10, e Robinho entrou em campo, a substituição foi concretizada, aos 19 minutos do segundo tempo, e impediu o retorno de Neymar ao jogo.
O meia-atacante do Santos até tentou argumentar com o árbitro, mas o jogo foi reiniciado aos 23 minutos sem a presença do atleta.
Veja o que disse Neymar sobre o caso
– Eu estava sendo atendido. Na verdade, pedi para sair porque tomei uma pancada no primeiro tempo, ficou muito dolorida e fiquei com um pouco de medo, né? Eu queria me preservar naquele momento, como o jogo já estava praticamente definido, nosso time não estava bem, e tinha mais 25 minutos.
– Resolvi com o Cuca sair. Só que o Escobar tinha sentido, então falei: “Consigo ficar em campo, posso ficar”. Eu estou sendo atendido dentro de campo, o quarto árbitro chega e diz que preciso sair para ser atendido fora de campo. Aí eu venho para trás, estava sendo atendido ali e nem vi a substituição. Sabia que o Robinho ia entrar, só que eu nem vejo.
– Os caras já tinham falado que seria o Gonzalo (Escobar) que ia sair. Aí eu fico esperando para voltar para o jogo. O jogo tem que reiniciar para eu poder voltar. Só que o jogo reinicia e eu fico: “Cadê? Não vão me deixar entrar?” – explica.
– Eu não sabia que tinha sido substituído, eu não tinha visto a placa. Aí, ele (quarto árbitro) fala que eu tinha saído. Foi um erro muito grave da arbitragem, erro do cara ali que coloca os números. Ele recebe no papel, vocês viram que eu mostrei o papel, né? Foi a prova disso tudo.
– Se fosse só no boca a boca, do jeito que ele falou, não pode. Eu perguntei para ele: “Por que você fez isso?”. Ele disse: “O que vale na regra é o que está no papel”. Por isso que eu entro em campo para falar com o árbitro. Eu digo: “O que vale na regra é o que está no papel”.
– Ele falou assim: “Quem manda aqui sou eu. Você já saiu, então vai para fora”. Você não pode discutir mais com o árbitro porque você sai como errado ainda. E eu tomei o amarelo. É um erro que prejudica um time, não pode acontecer de jeito nenhum. Se a regra é o que está no papel, eles tinham que levar em consideração e reconsideração.
– Se existe o VAR para voltar porque eles erram, por que não com isso? Sempre acontece essas coisas comigo, impressionante.
O que disse César Sampaio, auxiliar do Santos
César Sampaio, auxiliar da comissão técnica fixa do Santos e responsável pelo trâmite das mudanças no time, também falou sobre o ocorrido.
– Eu chamei o quarto árbitro para substituição do Juninho pelo Escobar, o 7 pelo 31. Neste momento, Neymar sai de campo acusando um pouco de dor. Conversei com ele também. E aí pedi para o quarto árbitro aguardar para ver se o Neymar poderia voltar ou não.
– Ele, fora de campo, o quarto árbitro Bruno, com quem tenho uma boa relação, falou que o Neymar não podia voltar mais. O Bruno estava com o papel na mão, do 7 pelo 31, e acabou se precipitando na substituição. O Ney tentou voltar ainda, mas uma vez o árbitro procedido, não podia voltar mais atrás. Foi isso que aconteceu. Uma precipitação, penso eu, no calor no jogo. Uma tomada de decisão antecipada.







