Os policiais militares Jilfran Santos Batista, Xavier Silva de Morais e Ariel Oliveira Santos Neto tiveram o recurso negado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), que decidiu manter o júri popular deles pelo assassinato do empresário Marcelo Leite, ocorrido em 2022, em Arapiraca, Agreste de Alagoas.
Jilfran é o único que de fato responde pelo homicídio do empresário, com o agravante do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele ainda é acusado de denunciação caluniosa e fraude processual.
Já Ariel responde por denunciação caluniosa e fraude processual, enquanto Xavier foi acusado por fraude processual.
Marcelo Leite foi baleado no dia 14 de novembro de 2022, após uma abordagem policial na rodovia AL-220. Ele chegou a ser socorrido e transferido para um hospital em São Paulo, mas não resistiu e morreu.
Os policiais alegaram que o empresário estava armado e chegou a apontar uma arma na direção da viatura, o que justificaria os tiros disparados por eles.
Em específico, a defesa de Julfran pediu a desclassificação do crime de homicídio doloso para culposo. Mas o Tribunal julgou que não era possível a desclassificação da denúncia, uma vez que a distinção entre dolo eventual e culpa consciente é tênue.
Além disso, a Corte apontou ainda que o policial era um profissional experiente, que poderia ter agido com cautela e que o conjunto de provas não confirmava a versão da defesa.
com informações da Gazetaweb







