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Wesley Safadão rebate críticas por fazer shows pagos por prefeituras

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Wesley Safadão soltou o verbo ao falar sobre as críticas por fazer show pagos com dinheiro público. Em entrevista recente, após a Justiça lhe dar ganho de causa em um processo contra o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência Renan Santos, que o chamou de “ícone da corrupção”, em março, ele rebateu as acusações.

“Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime”, começou ele, em conversa com o G1.

E prosseguiu: “A gente está executando o nosso trabalho. A gente fez isso, faz com o maior amor e carinho do mundo. Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém pra nos contratar”, disparou.

“Consciência tranquila”, afirmou ele

Ainda durante o bate-papo, ele comentou: “Não existe artista caro, existem artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas em ano político tudo vira política”, afirmou.

E finalizou: “Acho que não tem coisa melhor do que deitar com a consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira e trabalho que tenho, e tô muito feliz. Só tenho a agradecer, nada a reclamar e só sigo trabalhando”, concluiu.

A treta com o político

A Justiça do Ceará determinou, no fim de abril, que o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência Renan Santos removesse conteúdos com acusações contra Wesley Safadão. A decisão, obtida pelo Metrópoles, fixa prazo de 24 horas para exclusão das postagens. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 5 mil.

Segundo os autos, em março de 2026, Renan Santos publicou um vídeo no Instagram em que acusava Wesley Safadão de corrupção, envolvimento em esquema ilícito e ligação com organização criminosa.

“Wesley Safadão é o novo ícone da corrupção no Brasil. O cantor lidera um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste e toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele. Somente entre 2024 e 2025, Safadão fez mais de 50 contratos a um valor de R$ 52 milhões, enchendo bolso de grana em municípios que não sabem explicar até agora como fizeram isso”, disse Renan no vídeo.

Decisão judicial

Ao analisar o caso, o juiz Gerardo Magelo Facundo Junior destacou o conflito entre a liberdade de expressão e a proteção à honra. Para o magistrado, o direito à manifestação não é absoluto quando atinge a dignidade de terceiros.

“A liberdade de expressão não abrange a divulgação de imputações falsas de prática criminosa, especialmente quando apresentadas como fatos consumados, sem respaldo em elementos mínimos de verossimilhança”, afirmou.

O magistrado apontou que a divulgação do conteúdo pode configurar uma campanha de exposição negativa. Ele afirmou que a “disseminação de conteúdo com intuito de fomentar exposição pública negativa e engajamento coletivo configura verdadeira campanha de execração, incompatível com o exercício regular da liberdade de expressão”.

A decisão considera ainda o risco de dano à imagem do artista, cuja atividade profissional depende da reputação pública. Para o magistrado, as falas não se limitam a críticas, mas apresentam “afirmações categóricas de prática criminosa” sem prova.

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