O caso de um homem fantasiado de palhaço que entrou em salas de aula da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) chamou a atenção das autoridades policiais na última semana. Ele foi denunciado por estudantes por importunação, após tentar beijar alunos e ter comportamentos considerados inadequados dentro das turmas.
O episódio aconteceu na última quinta-feira (12), no Campus A.C. Simões, em Maceió, e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Nas redes sociais, o homem — que ficou conhecido como “palhaço da Ufal” — se pronunciou e negou ter cometido qualquer tipo de crime. Em um vídeo publicado online, ele afirmou que trabalha há cerca de 30 anos com arte, educação, circo e teatro e que a ação realizada na universidade fazia parte de uma apresentação artística chamada “Ecologia Magia”.
Segundo ele, houve autorização dos professores para entrar nas salas de aula.
“Não invadi nenhum espaço e não desrespeitei ninguém e nenhuma turma. Mesmo assim, pela primeira vez na minha vida aconteceu algo absurdo: fui acusado de assédio e de importunação sexual. Não fui só acusado, fui julgado pela mídia, fui cancelado, como se eu já tivesse sido condenado”, afirmou.
O homem também negou as acusações de importunação contra estudantes e disse que a única “violência” cometida durante a intervenção foi o uso de um martelo de plástico, típico de apresentações de palhaços.
“Eu não cometi nenhum ato de assédio, nenhum ato de obscenidade contra ninguém. Sou um artista, sou um palhaço que trabalha há décadas […]. Me acusaram de violência, a violência com um martelo de plástico. Beira ao ridículo”, declarou.
Denúncia
De acordo com relatos de estudantes que presenciaram a situação, o homem teria utilizado o martelo de plástico para dar ‘marteladas’ na cabeça de alunos de forma aleatória.
Ainda segundo os relatos, além do contato físico considerado indesejado, ele teria proferido frases com conteúdo obsceno e se movimentado em direção aos estudantes como se estivesse tentando beijá-los.
A Ufal informou que a equipe de segurança do campus foi acionada, abordou o homem e o conduziu para fora do local. A universidade aguarda agora a elaboração de um relatório da empresa responsável pela segurança, que deverá ser encaminhado oficialmente à Secretaria de Segurança Pública.
De acordo com a instituição, o Conselho Universitário possui uma comissão permanente responsável por tratar de questões relacionadas à segurança, e uma reunião deverá ser convocada para discutir o episódio.
Em nota, a universidade destacou que o campus é um espaço público com grande circulação de pessoas diariamente.
“A gestão reforça ainda que a Ufal é uma universidade pública e aberta. Há um fluxo grande de pessoas diariamente, inclusive para ter acesso aos serviços prestados pelas ações de extensão, com atendimento ao público em geral. […] A gestão entende a situação e está atuando para encontrar uma saída para melhorar a segurança no campus e tranquilizar a comunidade acadêmica”, informou a assessoria da instituição.






