Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, 42 anos, foi assassinado pela ex-companheira, a médica Nadia Tamyres, na manhã de domingo (16), na zona rural de Arapiraca, Agreste de Alagoas. A suspeita foi presa horas depois, em Maceió, com a arma utilizada no crime.
O vídeo mostra Alan dentro de um carro estacionado em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) do Sítio Capim. Ele conversa com uma mulher que está ao lado do veículo, sobre uma motocicleta — ela é cunhada de Nadia.
Cerca de 40 segundos depois, a ex-companheira surge dirigindo um carro preto. Ela para o veículo no meio da rua, desce já com uma arma de fogo em punho e aponta diretamente para Alan. Após alguns segundos de tensão, a médica dispara diversas vezes.
A vítima tenta fugir dando marcha a ré, mas é atingida. Os tiros o mataram ainda no local.
Confissão e alegação de legítima defesa
Segundo o delegado Daniel Scaramello, responsável pela investigação, Nadia confessou ter efetuado os disparos. Ela afirmou que teria agido em legítima defesa, alegando estar sendo ameaçada por Alan.
A médica também disse que o ex-companheiro teria descumprido uma medida protetiva que a resguardava.
“Ela relatou que agiu em legítima defesa porque ele descumpriu uma medida protetiva. Ele teria se aproximado, o que, segundo ela, representou ameaça. Ela afirmou ter imaginado que ele poderia atacá-la ou até avançar o carro contra ela”, explicou o delegado.
Prisão e repercussão
Após o crime, Nadia fugiu, mas foi localizada e presa em Maceió ainda no domingo. Ela estava de posse da arma utilizada no assassinato.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve analisar as imagens e depoimentos para definir se a tese de legítima defesa se sustenta diante da sequência registrada pelas câmeras.






